Depressão e Ansiedade

Fobia Social – Guia definitivo, veja o que fazer

A fobia social ou ansiedade social é um transtorno que pode ser desenvolvido em todas as fases da vida, mas normalmente inicia-se na pré-adolescência e, sem o tratamento adequado, pode se estender durante a adolescência e atingir a vida adulta.

Você com certeza já sentiu ansiedade em certas situações que fugiam da sua zona de conforto, por exemplo: começar um novo projeto ou fase da vida que exige lidar com pessoas desconhecidas, frequentar ambientes novos, precisar falar em público, ir em um encontro, puxar conversa com alguém, etc.

Isso é normal, o grau de dificuldade em lidar com esses eventos varia de pessoa para pessoa.

Porém, para a maioria das pessoas, superando essa inibição inicial, a tendência é que as coisas se tornem mais simples, na medida que vamos nos familiarizando com o ambiente e conhecendo as pessoas.

Entretanto, a situação é muito mais crítica para quem possui o transtorno da fobia social. Para muitas pessoas o grau de dificuldade em lidar com esse tipo de situação é tão alto que torna a interação social praticamente impossível.

Com isso, quem possui esse transtorno, em muitos casos, optam pelo isolamento e isso gera inúmeros problemas em várias áreas da vida.

Se esse é o seu caso, ou você acredita que não possui fobia social mas tem muita dificuldade em interações sociais, esse artigo foi feito para você!

Aqui reunimos diversas informações importantes que te ajudarão a entender tudo sobre esse transtorno e maneiras práticas para te ajudar no processo de desenvolvimento das habilidades sociais.

Portanto, continue a leitura.

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Quais os sintomas da fobia social?

Identificar os sintomas desse transtorno pode ser um desafio visto que naturalmente algumas pessoas são mais reservadas ou tem algum nível de timidez que dificulta certas interações.

Então, como diferenciar características pessoais da ansiedade social?

O que deve ser observado em primeiro lugar é o fator paralisante ou seja o quanto esses sintomas te incapacita com situações convencionais do dia a dia.

Lembrando que o grau dessa ansiedade pode variar, então para chegar a uma conclusão definitiva é necessário uma avaliação profissional.

De qualquer maneira, existem alguns sinais aos quais você deve se atentar, confira abaixo alguns deles:

  • Pensamento negativo sobre si;
  • Atenção excessiva ao próprio comportamento;
  • Receio em ser o centro das atenções;
  • Ansiedade desproporcional à situação;
  • Medo de sair de casa;
  • Evitação de locais públicos ou com muita gente;
  • Medo de ser julgado ou de interagir com pessoas desconhecidas;
  • Evitação em falar com pessoas por medo de constrangimento;
  • Evitação de situações em que a pessoa possa ser o centro das atenções;
  • Medo de corar, suar ou tremer em público;
  • Esperar sempre o pior de situações sociais.

Sintomas físicos:

  • Batimento cardíaco acelerado;
  • Dificuldade em recuperar o fôlego;
  • Tontura;
  • Tremor ou suor nas mãos;
  • Alteração na voz;
  • Boca seca;
  • Dificuldade em falar ou gagueira;
  • Dores abdominais;
  • Tensão muscular.

Diante de tantos sintomas é compreensível que uma pessoa com fobia social evite ao máximo qualquer situação que exija contato com outras pessoas. Visto que gera muito sofrimento e desconforto.

Além disso, esses sintomas podem aparecer de forma mais branda ou com um grau muito elevado, de acordo com a situação que essa pessoa está exposta, podendo inclusive, em casos mais extremos, haver desmaios.

E infelizmente, por uma série de motivos, as mulheres têm de duas a três vezes mais chances de desenvolver o transtorno, de acordo com Royal College of Psychiatrists, do Reino Unido.

Fobia social

Relação da fobia social com outras doenças:

A solidão que essa ansiedade específica causa permite o surgimento de várias outras doenças psicológicas, se não tratada.

Várias pesquisas comprovaram que cerca de 70% dos portadores têm maiores chances de desenvolverem problemas como: depressão, crise de pânico e distimia (mudança de humor caracterizada por problemas cognitivos e físicos presentes na depressão, em menor intensidade, porém mais prolongados).

Além disso, também estão mais propensas a desenvolverem problemas cardiovasculares agravados pelo alto nível de estresse em que vivem.

E para muitos, o contato com profissionais da saúde também é um grande desafio, o que agrava ainda mais todo quadro.

E o que causa esse problema? Confira abaixo.

O que causa fobia social?

Assim como vários outros transtornos relacionados a saúde mental, a causa normalmente envolve uma complexa interação de fatores de pré-disposição com eventos relacionados ao meio de convívio.

Dessa forma, é mais comum, por exemplo pessoas que tem histórico familiar de fobia social. Existe também uma estrutura do cérebro que é muito importante na formação e controle das emoções humanas, entre elas o medo, chamada amídala cerebelosa.

As pessoas que têm essa estrutura hiperativa podem apresentar maior sensação de ansiedade e insegurança em momentos de socialização.

Entretanto, as causas mais comuns envolvem fatores externos, como situações traumáticas em algum momento do desenvolvimento, como conflitos familiares ou abuso sexual. Experiências negativas, como bullying, rejeição, ridicularização ou humilhação.

Crianças mais tímidas também estão mais propensas, portanto é possível afirmar que o transtorno de ansiedade social pode ser um comportamento aprendido ao longo da vida.

Muitas pessoas confundem fobia social com crise do pânico, até porque os sintomas são praticamente os mesmo. Porém, o que difere essas síndromes são as causas que desencadeiam as crises.

Na fobia social, as crises estarão sempre associadas a alguma situação que envolva contato social ou a possibilidade desse contato.

Já na síndrome do pânico, as crises podem ser associadas a diversos outros fatores.

Mas agora que já falamos tanto do problema, vamos mudar o foco e falar das soluções. Com o tratamento adequado e com a inserção de hábitos complementares cerca de 70% dos pacientes apresentam uma melhora de quase 100% do quadro, enquanto os outros 30% apresentam uma melhora parcial.

De qualquer forma, é muito importante ter em mente que é possível obter melhor qualidade de vida e aprender a conviver com a fobia social sem se submeter a tanto sofrimento.

Vamos conferir as possibilidades? Veja no próximo tópico.

Tratamento para fobia social

Tratamentos para a fobia social

Dos tratamentos disponíveis atualmente, o mais recomendado pelos psiquiatras é a terapia cognitivo-comportamental (CBT), que tem-se mostrado muito eficaz em relação a ansiedade social.

A terapia cognitivo-comportamental para fobia social envolve normalmente:

  • Aprender a controlar os sintomas físicos da ansiedade através de técnicas de relaxamento e exercícios respiratórios;
  • Aprender a modificar os pensamentos negativos que provocam ansiedade em situações sociais;
  • Enfrentar o medo de uma maneira gradual (sempre à sua medida) e sistemática as situações sociais de forma a que as deixe de evitar;
  • Treinamentos de habilidades sociais: O tratamento se baseia no uso de técnicas que ensinam os portadores a desenvolverem habilidades verbais e não verbais necessárias à convivência social.

Entretanto, a psicoterapia possui diversas linhas ou abordagens terapêuticas disponíveis. Dessa forma, você pode ir experienciando até encontrar o que melhor se encaixa nas suas necessidades.

Pode ser necessário também o uso de medicamentos para auxiliar o processo e facilitar o dia a dia das pessoas que são acometidas por esse transtorno. Isso será definido pelo psiquiatra. Normalmente, é utilizado no início do tratamento e com o tempo e a evolução do paciente a dosagem é reduzida até ser completamente retirada.

Mas existem outros mecanismos que você mesmo pode aderir e que ajudará muito na sua melhora, veja:

  • Entrar para um grupo de apoio;
  • Ter uma alimentação saudável;
  • Praticar atividades físicas regularmente ou atividades como o mindfulness;
  • Evitar o consumo de álcool, drogas e o uso excessivo de cafeína;
  • Dormir no mínimo 8 horas por dia;
  • Evitar situações que possam desencadear novos sintomas;
  • Preparar-se para encontros sociais com antecedência.

Com o tratamento adequado a melhora é significativa. Portanto, não perca tempo e procure ajuda o quanto antes. A vida é para ser vivida com plenitude, para algumas pessoas os caminhos podem ser mais complicados, mas com as ferramentas certas você pode desenvolver as suas habilidades sociais e viver com muito mais qualidade de vida.

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